quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Aulas práticas sobre voto útil: empobrecer, mas com moralidade

O número de ofertas de emprego (9.242, ) nos centros de emprego diminuiu drasticamente (menos 45 porcento do que em Novembro de 2010 e menos 15,4 por cento que em Outubro de 2011). O número de desempregados inscritos nos centros de emprego (583.420 de um total de 689.844) aumentou drasticamente, em cerca de 37 mil, no mesmo período. O Governo tenta contornar o flagelo com moralidade, falando em “conforto” no desemprego para cortar nos apoios sociais: o período de protecção do subsídio de desemprego será encurtado, tal como o montante máximo, e para burocratizar o acesso ao Rendimento Social de Inserção.


Segundo dados da OCDE, a taxa de desemprego, em sucessivos máximos históricos, está prestes a ultrapassar pela primeira vez os 13 por cento. E já somos o terceiro país mais pobre da zona euro, apenas à frente da Estónia e Eslováquia e bastante mais pobres do que os gregos.


Para muitos, empobrecer com moralidade faz toda a diferença. É assim que a popularidade do Governo vai sobrevivendo, com discursos moralistas, pintalgados de falso patriotismo, que uma maioria impermeável à linguagem dos princípios económicos tem a capacidade de entender. Mas moralidade é uma coisa, economia é outra. O resultado está à vista de todos. Uma catástrofe que aumenta e alastra a cada dia que passa.

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