sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os portugueses querem mais

A evidência do bom serviço que a comunicação social vem prestando à causa do afundamento do país surge a menos de uma semana da greve geral, hoje, no resultado de um estudo da Deloit ao qual foi dado o adequado destaque mediático: os portugueses consideram que as medidas previstas no Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2012) agravam a sua situação financeira, mas reconhecem a razoabilidade das mesmas face à actual situação do país. A comunicação social bem mostra que há para aí uns tipos que dizem que a austeridade empurra “a actual situação do país” para um descalabro ainda maior e com ainda mais e mais sacrifícios, mas são radicais de esquerda, não há que dar-lhes ouvidos. Só vendo para crer e, até lá, é ir tendo fé, muita fé, que é realmente como os outros senhores dizem, que Portugal não é a repetição da Grécia com ano e meio de atraso. Não é, não é, não é. Resumindo: se o que o estudo revela for realmente a percepção maioritária e não apenas mais uma golpada mediática, há margem para novos sacrifícios. A ser assim, há combustível para prosseguir a rota descendente, continuar a definhar e a desmantelar o nosso edifício social.. Até chocarmos de frente com a realidade.




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