quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Obama, prémio Nobel da treta

Uma afegã de nome Gulnaz, de 21 anos, que está na prisão a cumprir uma pena de 12 anos por ter sido violada por um homem casado , enfrenta um terrível dilema: ou permanece na prisão com a filha dessa violação, ou contrai matrimónio com o agressor para poder sair em liberdade. A única forma de uma mulher afegã ultrapassar a “desonra” de ter sido violada ou, o que por lá é o mesmo, de ter incorrido em adultério, é casar-se com o seu atacante. Agora, caso aceite fazê-lo, como parece, correrá perigo de vida: tanto a família do atacante como a sua própria poderão querer matá-la por ter desonrado o nome familiar.


Ao mesmo tempo que contenho a revolta, salta-me a pergunta: os americanos e amigos estão no Afeganistão a fazer o quê? Obama foi prémio Nobel da Paz. Podia e não usou as armas que levou para lá para abolir a legislação bárbara que produz histórias horripilantes como esta. As armas não servem só para enriquecer quem as produz e trafica.

3 comentários:

Arame Farpado disse...

Estive para fazer um "Momento Zen" com esta notícia mas considero-a demasiado grave para o conseguir.
Que mentalidade esta a de que violação = adultério.
Esta associação deriva de um outro conceito que várias sociedades daquela zona do globo consideram válido que é mulher = vaca parideira.
Notem que estou a fazer um esforço desumano para não efectuar nenhuma associação entre modelos de sociedade deploráveis e da Idade Média com uma religião específica associada a radicalismos extremos, falta de bom senso e cujo momento mais alto é a Guerra.

Sou a favor da liberdade religiosa. Sou-o tanto que nem consigo determinar a minha própria religião. Entendo a doutrina religiosa, seja ela de que credo for, como um modelo de organização de sociedade e comportamento humano.
Na minha opinião a batuta de qualquer sociedade deveria ser o respeito pelo próximo, o bom-senso e a elevação da conduta.
Uma lógica, religiosa ou não, belicista, de conversão ou aniquilação do "inimigo", sem respeito próprio quanto mais ao de fora permite algum tipo de diálogo ou complacência?

Em 1432 estávamos quase a terminar a Idade Média para em 1453 se iniciar a Idade Moderna com a queda de Constantinopla.
Penso que está na hora de certas culturas chegarem à Idade Moderna sem ser necessário esperar por 2032.

Anónimo disse...

Pensar que os Americanos possam intervir em situações destas, é acreditar no Pai Natal. Os direitos humanos, não é uma cena que lhes assista, e a estupidificação das massas, é a sua aposta para dominar e controlar o Mundo. É no entanto vergonhoso, o silêncio de todo o tipo de instituições, politicas e religiosas, perante esta barbárie, e já agora, o Papa, que diz a isto? Nada, como sempre!
Francisco Dias

Filipe Tourais disse...

Mas eu não disse que acredito que intervenham. Apenas acho que têm obrigação de intervir.
Quanto ao "arame farpado", procure aí no motor de busca do blogue por "coutada do macho ibérico". Também há disto por cá.