segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Natal laranja e o Ano Novo BPN

Três milhões de euros para iluminações e fogo de artifício: escandaliza pela quantia.


Três milhões em iluminações e fogo de artifício na Madeira: a Madeira vive do turismo e é famosa pelo espectáculo de fogo de artifício do final do ano, um produto que vende tão bem ao ponto de esgotar a oferta hoteleira da ilha. Haveria que averiguar se as receitas fiscais e o emprego sazonal gerado compensam de alguma forma um investimento tão elevado.


Mas três milhões, que afinal são cinco, o quíntuplo da proposta mais cara no concurso público aberto para o efeito, em iluminações de Natal e fogo de artifício na Madeira por ajuste directo à empresa que fornece o serviço há 15 anos consecutivos, por sinal a mesma que assegura também as campanhas eleitorais do PSD local, pertencentes a um ex-deputado do partido, têm uma explicação com ligações ao BPN. Por alguma razão, ou muitas mesmo, Alberto João Jardim é tratado pelo PSD nacional como o fardo mais leve do mundo. Até que se faça uma auditoria à dívida, continuaremos sem saber o que pagamos. Para já, ficamos a saber que andam a cortar salários e serviços públicos para isto:


«Os últimos concursos públicos para as iluminações de NATAL e queima de fogo do fim de ano têm ido parar ao Tribunal Administrativo do Funchal, com vários candidatos a tentarem a sua impugnação por discordarem das escolhas do júri. Mas para não comprometer a festa, o Governo Regional (que em 2010 desviou verbas da reconstrução da região para as festas de NATAL) decidiu assumir a escolha, com recurso ao ajuste direto.


Os custos da festa só baixaram a partir de 2006, quando o Tribunal de Contas determinou a obrigatoriedade de concurso público. No relatório da auditoria então feita, o Tribunal apontou irregularidades e censurou a falta de transparência na adjudicação das iluminações, acusando o Governo Regional de favorecer "sempre", desde 1996, a SIRAM, também responsável pela logística das campanhas eleitorais do PSD.


A SIRAM contou com o apoio governamental na expropriação de terrenos em Porto Santo para a construção do Colombo's Resort, parada desde Janeiro de 2009 por dificuldades financeiras relacionadas com a crise no BPN. Neste projeto turístico de luxo, Sílvio Santos, empresário e ex-deputado do PSD-Madeira, tinha como parceiro Joaquim Coimbra, acionista daquele banco e ex-dirigente nacional do PSD.»

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