quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ninguém as faz como a Goldman Sachs


Lucas Papademos, antigo vice-presidente do Banco Central Europeu, Goldman Sachs e Morgan Stanley será o novo primeiro-ministro grego. Foi escolhido para encabeçar o governo de “unidade nacional” por PASOK e Nova Democracia (direita) e LAOS (extrema-direita). Por sua vez,Mario Draghi, outro ex(?)-Goldman Sachs, vai substituir Trichet aos comandos do BCE. Por curiosidade, a Goldman Sachs foi o tal banco de "investimentos" que, nos tempos de Mario Draghi, fabricou as contas da grécia à medida da bancarrota que ocorreu uns anos depois. Outro Mario, Mario Monti, também ex(?) Goldman Sachs, é apontado como sucessor de Berlusconi. A Sachs já prometeu que, caso tal aconteça, os mercados poderão ser mais brandos com as dívidas sobranas.

2 comentários:

Anónimo disse...

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti (novo primeiro-ministro de Itália) e Lucas Papademos (novo primeiro-ministro da Grécia), têm uma forte ligação comum: pertencem ao “governo Sachs” europeu, segundo refere o jornal francês “Le Monde”. O jornal salienta ainda que o banco norte-americano “teceu na Europa uma rede de influência única” com fortes ligações “tanto subterrâneas, como públicas”.

Mario Draghi foi vice-presidente do Goldman Sachs para a Europa, entre 2002 e 2005. O jornal assinala que ele tinha a responsabilidade das “empresas e países soberanos” e, por isso, tinha a seu cargo vender o produto financeiro 'swap', o que permitiu “dissimular uma parte da dívida soberana” e “maquilhar as contas gregas”. Monti tornou-se conselheiro internacional do banco em 2005. Quanto a Lucas Papademos, que foi governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002, o jornal refere que ele “participou”, como governador do banco central, na operação de maquilhagem das contas “perpetrada pelo Goldman Sachs”.

O “Le Monde” refere ainda que o atual gestor da dívida grega é Petros Christodoulos ex-corretor do Goldman Sachs e que Peter Sutherland, que teve um papel chave na intervenção da troika na Irlanda, é ex-presidente do Goldman Sachs Internacional, do qual continua a ser administrador.

Mas Mario Monti e Lucas Papademos têm uma outra ligação internacional entre si, pertencem ambos à Comissão Trilateral (trilateral.org), um poderoso think-tankcriado em 1973 por David Rockfeller, neto de John D. Rockefeller, fundador da Standard Oil (empresa antecedente da Exxon Mobil, a maior empresa do mundo).

À Comissão Lateral pertencem destacados dirigentes políticos, antigos governadores de bancos centrais e administradores de transnacionais dos EUA, da Europa e do Japão (ver lista), como por exemplo, Paul Volcker e Alain Greenspan (antigos presidentes da Reserva Federal dos EUA), Henry Kissinger, Condoleeza Rice, Madeleine Albright e Larry Summers (antigos membros de governos dos EUA). Entre outros, fazem parte dela, como membros retirados por estarem em funções públicas, Timothy Geithner, secretário do Estado do Tesouro dos EUA, e Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial.

Do grupo europeu da Comissão Trilateral faz também parte o português António Borges, destacado membro do PSD, atualmente diretor do departamento europeu do FMI, e ex-vice-presidente do Goldman Sachs Internacional. (16/11/2011)

Anónimo disse...

Da Goldman Sachs, no Governo, temos Carlos Moedas.