sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nas mãos da especulação financeira

Portugal vai pagar à troika, composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, um montante em juros que equivale a quase metade (44 por cento) do dinheiro que o país pode receber ao abrigo dos empréstimos do programa de “assistência financeira”. Como escrevi aqui, em vez de serviços públicos de luxo, os nossos impostos passaram a pagar juros de luxo. O saldo orçamental sem o serviço da dívida (sem estes juros) é superavitário em cerca de +0,7 por cento. Vivemos acima das nossas possibilidades? Sem dúvida alguma que sim. PS, PSD e CDS puseram-nos a trabalhar para a especulação. A dívida que eles assinaram de cruz, repetem-no, não pode ser renegociada. E tem que ser renegociada.

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