terça-feira, 22 de novembro de 2011

Na vez da demissão que se impunha, uma democracia doente

Um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso da detenção de Duarte Lima e do seu filho foi ordenado esta tarde pelo procurador-geral da República, lê-se num comunicado da PGR que evitou que soubéssemos do dito através de nova fuga de informação. Pinto Monteiro prefere, assim, manter-se agarrado ao cargo, quando o incidente em causa é apenas um entre demasiados que há muito fizeram expirar o seu prazo de validade.


De forma alguma quero com isto dizer que apoio aquela sujeira a que todos tivemos a infelicidade de testemunhar. O que penso, sim, é que Pinto Monteiro já deu provas mais do que suficientes de que é o homem errado no cargo errado. Quando assim é, o mais recomendável é dar o lugar a outro.


Note-se que a substituição do PGR apenas poderá acontecer por decisão do próprio. Depois da detenção de Duarte Lima, o Presidente da República, que é quem tem o poder de o nomear e exonerar , por também estar envolvido até às orelhas na chafurdeira BPN que motivou quer a detenção , quer o comunicado, está atado de pés e mãos para pôr ordem na barraca. E que barraca. Um PR diminuído e um PGR completamente desautorizado são mais sinais, a somar a muitos outros, de uma democracia que objectivamente não vive os seus melhores dias.

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