domingo, 20 de novembro de 2011

Muy nuestros hermanos

Enquanto aguardamos pelos resultados finais e definitivos das eleições espanholas, que apenas terão como incógnita a margem entre os dois partidos que se vão alternando no poder, encontramos notícias que, tal como acontece por cá, não têm o mínimo de influência na cruzinha que a maioria predestina ao partido da sua clubite, aconteça o que acontecer e para evitar uma “desgraça maior”. Desta vez, para além dos quatro anos de calamidade económica e social que significa uma maioria absoluta daqueles fanáticos do PP, a desgraça menor é ver o poder cair nas mãos do lobby do narcotráfico. Detalhes sem relevância eleitoral quase nenhuma noutro país com uma Justiça esquisita semelhante à nossa também ao nível das escutas telefónicas.


«A entrevista ao preso Laureano Oubinha na revista Vanity Fair confirmou revelaçons divulgadas polo NOVAS DA GALIZA entre os anos 2003 e 2005. O antigo líder do tráfico de haxixe no Estado assegurou ter financiado a Alianza Popular e a Unión del Centro Democrático em finais da década de 70, assim como teriam feito outros contrabandistas. Este método de captaçom de fundos procedentes de dinheiro ilícito continuou nos anos seguintes da mao de 'tabaqueiros' e narcos, atingindo certa releváncia mediática com o Caso Naseiro, frustrado ao serem invalidadas as provas que certificavam o financiamento ilegal do partido que hoje preside Mariano Rajoi, homem-chave da AP e do PP ao longo destes anos."


Quando passámos para a democracia em que dim que vivemos ajudei a financiar a alianza Popular, do senhor Fraga, e à UCD, do senhor Suárez. E o mesmo que eu, assim figérom muitos outros empresários que estávamos envolvidos no contrabando de tabaco". Estas declaraçons do narcotraficante de Cambados à revista Vanity Fair tivérom eco na maior parte dos jornais da Galiza e reactivárom umha polémica que vinhera publicamente à tona em 1990, o ano em que Fraga Iribarne obtinha a presidência da Junta da Galiza e o mesmo em que saía à luz o chamado Caso Naseiro. Rosendo Naseiro, responsável na altura polo financiamento do PP era o encargado de recolher as doaçons fornecidas polos contrabandistas e o líder do sistema de captaçom de dinheiro. O processo judicial que provocara a sua detençom fora iniciado por umha investigaçom relacionada com o narcotráfico que atingia elementos do PP valenciano. as escuitas desvendavam a trama de financiamento ilegal, se bem as provas que tivérom relaçom com este capítulo das pesquisas fôrom anuladas polo Tribunal Supremo por nom estarem centradas no caso de narcotráfico que motivara a decisom de intercetar conversas telefónicas. (continua)» Via Aventar.

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