sábado, 5 de novembro de 2011

Mesmo a calhar


O Presidente de Israel, Shimon Peres, disse que a "opção militar" para impedir que o Irão obtenha armas nucleares está "próxima". Israel é um pequeno país, um erro histórico que nasceu dos caprichos do acaso, mas a Nato e os Estados Unidos põem o mundo a reboque da sua agenda. Uma guerra com brinquedos nucleares era só o que nos faltava agora. A reedição do fantasma das armas de destruição maciça que, embora nunca tenham sido encontradas, justificaram a invasão do vizinho Iraque viria mesmo a calhar. O negócio dos senhores da guerra está ameaçado pelas anunciadas retiradas do Iraque e do Afeganistão. Para fazer a guerra há sempre dinheiro.

2 comentários:

Jorge Estêvão disse...

Isto não é assim tão simples.Obviamente que a guerra é um grande negócio para muitos países e empresas, não só americanas como russas, chinesas, alemãs e até portuguesas (em muito menor escala, claro).
Depois, há várias variáveis em conflito:
O irão, que é governado por um ditador louco
Israel, que apesar de um país artificial, existe e está cercado de inimigos
A necessidade de controle da estabilidade na região, uma das mais ricas em reservas petrolíferas (embora menos importante que há umas décadas)
Não esquecer que o Irão NÃO é um país árabe (apesar de muçulmano).
Por isso, a detençÕão de armas nucleares por parte do Irão é um grande problema para Israel, mas também para os seus vizinhos, a Rússia e todo o mundo ocidental, pois o Irão (Armejinedin) é capaz de ceder essa tecnologia a grupos terroristas...

Filipe Tourais disse...

É mais simples ainda: quem tem sido o perigo para todos nós, os tais inimigos de Israel ou Israel e os Estados Unidos? O Irão terá um regime perigoso, não o duvido, mas a mim, ao contrário dos outros dois, nunca me fez mal nenhum. As Nações Unidas que decidam o que Israel e os Estados Unidos não têm legitimidade para decidir. Fala da detenção de armas nucleares pelo Irão. Se tiverem tantas como tinha Sadam Hussein, o perigo não está no Irão. Está na Nato, nos Estados Unidos, no único país que no século XXI continua a ser colonialista (Israel) e em todos os que cedem ao medo fabricado pela sua propaganda.