quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Les miserables

As aulas da rede oficial de ensino de Português no estrangeiro são asseguradas por docentes contratados e pagos pelo Estado português. A Constituição estabelece que incumbe ao Estado assegurar o ensino da língua portuguesa aos filhos dos emigrantes. Na Europa, mais de metade dos inscritos são alunos do 1.º ao 6.º ano de escolaridade. Cinco meses após o arranque do ano lectivo, perto de cinco mil poderão ficar sem aulas de Português na sequência das medidas de contenção orçamental. Várias centenas estão já nesta situação porque os professores em falta não foram substituídos. Os restantes foram já despedidos, como não havia dinheiro para mais, por telefone. Serão cerca de meia centena. O salário anual de 50 professores não chega para pagar nem o que o Estado português transfere para cada colégio de meninos ricos, nem metade do que a Universidade Católica recebe da mesma gordura. Mas emagrece-se a Língua dos filhos dos emigrantes. O português nas suas comunidades será em breve uma língua morta.


Por curiosidade, nas últimas eleições, nos círculos eleitorais da emigração, o PSD elegeu 3 e o PS 1 deputado. Votos úteis.

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