quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Hoje (também) há palhaços


No dia em que a imprensa europeia faz eco sobre um plano B franco-alemão para responder ao colapso do euro, que exclui Portugal e que traduz a assunção quer de que a Grécia vai cair a qualquer momento, quer de que a situação da Itália arrastará a banca francesa para uma situação incontrolável, Cavaco Silva está nos Estados Unidos a dizer a Obama que o euro está forte e recomenda-se. Por cá, também a fazer figurinha de parvo, Passos Coelho, imperturbável pela realidade, abre a discussão do Orçamento de Estado a vangloriar-se de uma redução da despesa pública com serviços públicos e investimento em 43% até 2014, a transferir para a componente correspondente à parcela de juros da dívida pública. A nossa saída do euro poderá já estar decidida e o que têm para oferecer-nos em representação do nosso interesse enquanto país é esta coreografia, uma réplica da cena da orquestra que continuava a tocar com o Titanic a afundar-se. Alguém sabe onde vendem pipocas?

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