sábado, 12 de novembro de 2011

Gostei de ler: "As lições da Grécia"

I «As políticas de austeridade que nos são impostas pelo FMI e pela dupla Merkl – Sarkhozy não são aceitáveis porque não são justas, não são equitativas e não são eficazes. Não são justas porque condenam aqueles que menos culpas tiveram no desencadear da crise actual e deixam impunes os verdadeiros responsáveis. Não são equitativas porque penalizam os mais pobres (os funcionários públicos, os reformados, os trabalhadores mais precários e mais mal pagos, as pequenas e médias empresas), mas não atingem os grandes capitalistas (especuladores financeiros, exploradores rentistas de monopólios naturais subtraídos ao Estado, gente que deixou de investir nas actividades produtivas para se dedicar à exploração de auto-estradas, de hipermercados e de centros comerciais). Não são eficazes porque, desde os PEC’s socráticos até às medidas tomadas pelo governo de Passos Coelho, não conseguiram outra coisa que não fosse o aumento do desemprego, da pobreza e da recessão económica. (…)» – António Cruz Mendes. Continuar a ler no “A formiga de Esopo


II «(…) Não era apenas a sorte da Grécia que se jogava no referendo proposto por Papandreou, mas a de toda a União Europeia. Seria, portanto, legítimo que fossem apenas os gregos a decidir? A questão é pertinente, mas pode ser colocada doutra forma: será que os gregos podem entregar o seu destino nas mãos do chanceler da Alemanha e do Presidente da França que, afinal, nenhum deles elegeu nem pode demitir? (…)» António Cruz Mendes. Continuar a ler no “A formiga de Esopo”.

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