segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Depois dos saldos, liquidação total



1. Como os Estados Unidos, também Portugal é uma terra de oportunidades, para quem as saiba aproveitar no momento certo”, disse o ex-accionista do BPN Cavaco Silva. “Esse momento é hoje, é agora.” E notou que “àqueles que desejam investir deve ser dada a possibilidade de o fazerem sem entraves burocráticos ou constrangimentos administrativos”.


2. O despacho do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), Paulo Núncio, sobre a tributação dos dividendos dos grupos económicos deu mais vantagens às empresas do que apontava o parecer sobre o mesmo assunto do Centro de Estudos Fiscais (CEF) do Ministério das Finanças. (…)[A opção é claramente a de possibilitar a repetição do que aconteceu]Em finais de 2010, após a operação da PT de venda da Vivo, da qual resultou uma mais-valia de seis mil milhões de euros [que ficou] isenta de impostos.


3. É a terceira vez este ano que o Ministério das Finanças monta uma megaoperação de venda de património imobiliário do Estado [a preços de saldo e, tantas vezes, para arrendar depois]. Depois de, em Fevereiro e em Junho, não ter conseguido ir além de um encaixe de 1,7 milhões de euros com a alienação, em hasta pública, de grandes edifícios, apartamentos e terrenos, o Estado vai voltar a tentar desfazer-se de activos em série. As licitações começam a 14 de Dezembro e o objectivo é arrecadar dez milhões de euros em apenas quatro dias.


4. Em resultado do abrandamento abrupto de exportações e consumo interno, a economia portuguesa contraiu-se mais 0,4% no terceiro trimestre face ao segundo, o que levou a uma contracção em 1,7% do PIB face ao mesmo período de 2010. O país leva já um ano em recessão.




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