sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Aulas práticas sobre voto útil: outro caminho

Existem alternativas à austeridade? Existem. Exequíveis, sem efeitos multiplicadores recessivos e socialmente mais justas. O Bloco de Esquerda apresentou um pacote de 150 medidas, entre as quais a aplicação de taxas sobre bens de luxo e mais-valias urbanísticas, estas últimas com uma receita potencial de dois mil milhões de euros que permitiria manter os subsídios de férias e de Natal da função pública e pensionistas. Contudo, afectaria os mais ricos, o que não está propriamente nos planos de um Governo que utiliza um poder que lhe proveio maioritariamente do voto dos pobres na defesa intransigente dos privilégios dos mais ricos entre os ricos. Existem, como sempre existiram, caminhos alternativos. Mas faltaram votos. Com utilidade.


Mais sobre a utilidade do seu voto aqui

2 comentários:

Anónimo disse...

Dito em 1957 por Mendès France, republicano francês, resistente contra o fascismo:
"A abdicação de uma democracia pode tomar duas formas: ou bem recorre a uma ditadura interna, submetendo todos os poderes a um homem providencial, ou bem delega os seus poderes a uma autoridade externa que, em nome da técnica, exercerá na realidade o poder político, porque em nome de sanear a economia chega-se facilmente a ditar uma política monetária, orçamental, social e, finalmente, uma política em sentido mais amplo, nacional e internacional".
De novo a pergunta: alguém elegeu os mercados?

Anónimo disse...

Duas medidas que podem submeter os impostos a um sistema justo: englobamento de todos os rendimentos para a determinação do IRS, incluindo dividendos, juros e outros rendimentos de capital, de tal modo que se apliquem tabelas progressivas a todos eles; levantamento do segredo bancário para controlo completo de todas as declarações de rendimento. Seria um golpe contra a injustiça, a que tem provocado que os rendimentos de trabalho paguem sempre mais do que os da fortuna e do capital. E ninguém poderia fugir à sua obrigação.