sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Aulas práticas sobre voto útil: o elemento nulo

Ser roubado é ser roubado. Mas há quem ponha as coisas assim: o que é melhor, ser roubado em mil ou ser roubado em dois mil? O PS diz que descobriu margem orçamental para que o Governo faça o favor aos funcionários públicos de apenas lhes roubar ou o subsídio de férias ou o subsídio de Natal. Promete propô-lo na discussão na especialidade do OE 2012, mas garante ao PSD e ao CDS que estão à vontadinha para recusarem a proposta. O PS vai abster-se, aconteça o que acontecer.


A mensagem é clara: roubem o que quiserem roubar, atropelem a Constituição quanto lhes der na real gana e destruam o país quanto lhes apetecer que, responsaveizinhos e razoaveizinhos, o PS estará sempre ao lado do Governo a vomitar patriotismo e sentido de Estado.


Na oposição, o PS é um elemento nulo que, continuando a contar com a preciosa ajuda de todos os seus muitos catequistas, desafia todo o seu eleitorado a reavaliar a utilidade de cada voto que elegeu esta espécie de políticos alérgicos à política, sem convicções e escravos de uma imagem que julgam ser - e até prova em contrário é - a que mais os favorece. No poder, suponho que ainda se lembrarão como as circunstâncias também os "obrigam" a ser ainda mais criteriosos na árdua tarefa de não afrontar os santíssimos mercados.

1 comentário:

Carlos A.P.Ramos disse...

Muito bem - concordo com o essencial do texto. Cumprimentos