quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Austeridade: nem tarde, nem demasiado cedo

Confesso que me surpreendi quando li que, hoje, Cavaco dispensou “palavras duras” às políticas seguidas pelos Governos dos estados-membros e pelas instituições europeias. Contudo, quando li que criticou a mesma supervisão que proporcionou o banquete BPN onde também se serviu como pôde, comecei a voltar à Terra. Continuei a ler. Afinal eram só uns palpites sobre uma austeridade que, segundo ele, deveria ter chegado mais cedo e mais forte. Palpita-me que ali por meados dos anos 90, bem depois dos rios de dinheiro que chegaram para desenvolver o país e que o Marajá distribuiu pelas betoneiras dos amigos, quando os défices orçamentais teimavam em não baixar os 5-6 por cento e a nossa dívida crescia como já não se via desde os tempos da AD. Cheira-me que a austeridade não deve chegar nem demasiado tarde, nem demasiado cedo. Deve chegar quando mais convier ao artista. E este continua sem dizer uma palavra sobre o outro, o austeritário da Madeira.

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