terça-feira, 4 de outubro de 2011

Portugal português

De um lado, o adeus à escola pública e ao ensino de qualidade para todos. O Governo português, o mesmo que recentemente aumentou o financiamento das escolas particulares com contratos de associação, prevê cortar em 2012 o seu orçamento em Educação em mais de 600 milhões de euros, noticia a agência espanhola EFE, citando o ministro Nuno Crato. Do outro, prova de que vale a pena fazer sacrifícios pela Pátria tão dolorosos como abdicar do elevador social, o PSD-Madeira, liderado por aquele senhor que mantém toda a confiança política do Primeiro-ministro e do Presidente da República, os dois mais populares segundo as sondagens, reúne uma maioria de 53,5% das preferências de voto. Os madeirenses demonstram a mesma preferência dos continentais por governantes que usam o poder que lhes depositam nas mãos para enriquecer um grupo restrito de amigos. É um facto, a nossa Educação não deu para diferenciar esta característica identitária unificadora da nossa cultura política. Sem uma Educação para todos, teremos oportunidade de, finalmente e de uma vez por todas, assumirmos que somos um único e genuíno Portugal português.

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