segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pinócrates 1.0, Pinócrates 2.0, Grécia 2.0


Há homens que são sérios apenas porque não se riem. Para além dos subsídios de férias e de Natal que decidiram roubar aos funcionários públicos e da meia hora diária roubada aos trabalhadores do sector privado, o Governo aumentou o IVA de produtos como a água engarrafada, refrigerantes, óleos alimentares e margarinas, conservas de peixe e fruta, congelados, café, restauração, espectáculos e, imagine-se, Aparelhos de captação de energia solar, que anteriormente tinham benefícios fiscais. O IRS é agravado: os escalões não são actualizados e reformados com pensões acima de 3600 euros vão pagar mais. A dedução em IRS de despesas com Saúde, Educação e Habitação passam a ser simbólicas ou desaparecem. O preço da electricidade, cujo IVA tinha sido recentemente agravado de 6 para 23 por cento, aumenta 4 por cento e terá ainda um imposto especial. O IMI é agravado. Impostos sobre o tabaco e bebidas aumentam. A lista é infindável. O que vamos pagar não vai servir nem para melhor Educação, nem para melhor Saúde ou qualquer outra melhoria na vida das pessoas. O apodrecimento dos serviços públicos far-se-á através de uma desorçamentação brutal. E a lista continua. O apertão geral destina-se a pagar agiotagem e desfalques ocultados por uma auditoria que não se faz e os efeitos de uma retracção induzida pela irresponsabilidade causada pela cegueira ideológica de uns meninos inebriados com o poder. Como a luta.


Estamos - continuamos - nas mãos de uma corja de malfeitores. Mas ainda há quem pense que ficou a ganhar com a troca. Ainda há quem discuta qual é o melhor e qual é o pior dos dois. E a verdade é que, depois de um mentiroso, os portugueses deixaram outro mentiroso chegar aos comandos do país. Confirma se todos os dias: as últimas eleições foram uma fraude monumental. Uma fraude que nos vai atirar para o fundo do poço. Uma fraude que iremos pagar o resto das nossas vidas. E uma fraude que se repetiria outra e outra vez, apesar da brutalidade e da desgraça que está prestes a abater-se sobre os portugueses. Com a Grécia aqui tão perto, no meio da bovinidade geral, algumas das vítimas dos ladrões andam pelas ruas, aos berros, a gritar que os políticos são todos iguais: se as eleições fossem hoje, voltariam a deixar que os outros idiotas que votam repetissem a escolha que lhes alimenta a gritaria. Nobre povo.


Video: produções ®Aventar.

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