sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pelos caminhos da salvação

A Moody´s baixou hoje a classificação da dívida da CGD, BCP, BES, BPI, Santander, Montepio, Banif, BPN e ESFG. Falta algum? Confirma-se o que Ângela Merkel disse há 2 dias. Os mercados estão mesmo a recuperar a confiança na economia do exemplo que a Itália deve tomar como modelo: são quatro os factores que levaram a agência de notação financeira a cortar o rating dos bancos portugueses: o corte no rating da República Portuguesa para Ba2, a exposição dos bancos à dívida pública portuguesa, a expectativa de deterioração dos activos domésticos devido ao ambiente macroeconómico controverso e os constrangimentos em termos de acesso à liquidez.


As agências de rating continuam a ter total liberdade de acção para pressionarem a Europa a nacionalizar mais delinquência banqueira, repetindo a fórmula que pôs os contribuintes a financiar a limpeza dos passivos do sector financeiro e deixou aos bancos a parte dos lucros. E, Ao mesmo tempo que já se fala numa quantia astronómica calculada entre 100 mil milhões e 500 mil milhões de euros reservada para esse efeito, na Grécia, a solução do problema grego e europeu passa pela proposta apresentada pela troika de redução - ou mesmo abolição - do salário mínimo e de desmantelamento da contratação colectiva.


Evidentemente, esta realidade longínqua não nos afecta. O discurso oficial continua a repetir que Portugal não tem nada que ver com a Grécia, e há-de ter sido esta a razão que impediu os media nacionais de nos darem esta notícia desagradável, evitar preocupações desnecessárias. Em vez disso, repetem que nos salvaremos se soubermos ser os bons alunos que aprendem seja lá o que os professores tenham para nos ensinar , nem que seja a lição da nossa própria destruição. O próximo sacrifício tornar-se-á necessário já a seguir.

1 comentário:

Maria João Brito de Sousa disse...

Sem dúvida! E o mais grave é que alguns aprendem mesmo a fórmula da auto-destruição!