Há muitos países que só recebem 12 meses, diz Miguel Relvas. Realmente, há. Países onde o salário anual dividido por 12 dá um número que, em média, mais que dobra o costume enraizado médio português de empobrecer a trabalhar. Para além disso, nesses países, recebe-se à semana, 52 vezes por ano, o que, dividido por 12 meses, é o equivalente a 1,433 salários mensais, bastante mais do que os nossos actuais 14/12=1,166. Na falta de vontade para avançar rumo a uma convergência salarial que esbata a primeira diferença, é por 1,433 que os salários portugueses deverão ser multiplicados para, sem subsídios de férias e de Natal, se equivalerem aos do modelo britânico que o senhor Ministro sacou da algibeira para delírio da ignorância. O resto, a assunção de que o corte de subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos pode prolongar-se para além de 2014, deita por terra a tese da medida de carácter excepcional que seria fornecida ao Tribunal Constitucional para que fabriquem um roubo constitucionalíssimo. Haja decoro.
A22: Utentes dizem que suspender as portagens é a solução que resta
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"O governo abriu uma autêntica caixa de Pandora e só lhe resta uma solução
– suspender as portagens nas ex-SCUT", afirmou à Agência Lusa João
Vasconcelo...
Há 4 horas

4 Puxões e esticões adicionais:
Filipamigo
Já cá devia vir há mais tempo, podes estar certo. Como sabes, César disse: Cheguei, vi e venci; eu, mais modestamente apenas cheguei, vi e... gostei. E se não gostasse também to dizia. Sou «pão, pão, queijo, queijo», mas não sou «pau, pau, queixo-me, queixo-me».
O ministro Relvas não é homem para ter... decoro. Nem ele, nem os outros membros da corja. Não sei onde isto vai parar; mas que não me calo - não me calo.
Se quiseres ir à minha Travessa ela será também tua; se quiseres ver mais dramas, vai a http://politicaoupulhitica.blogspot.com
... também é cá do rapaz ancião
Abç
Pão, queijo e um galãozito também marchava. Muito obrigado e seja bem-vindo. Galão directo, escuro e morno para mim. Abraço.
O SUBSÍDIO DE NATAL OU 13º MÊS NUNCA Existiu...
Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente! Mas há
sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros
de uma sociedade MAIS crítica do que a nossa, não fazem
... nada por acaso!
Lembrando que o 13º MÊS em Portugal foi criado logo depois do 25 de Abril de
1974 no governo de VASCO GONÇALVES e que nenhum governo depois do
dele mexeu nisso, "fala-se agora que o governo pode vir a não pagar
aos funcionários públicos o 13º mês ou subsídio de natal.Se o fizerem,
é uma roubalheira sobre outra roubalheira.
O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos
do poder, quer se intitulem "capitalistas" ou "socialistas", e é
justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar
os trabalhadores.
Suponhamos que você ganha €700,00 por mês. Multiplicando-se esse
salário por 12 meses, você recebe um total de €8.400,00 por um ano de
doze meses.
€700,00 X 12 = € 8.400,00
Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º Mês
€ 8.400,00 (Salário anual)
+ €700,00 (13º salário) =
--------------------------------------------------------
€ 9.100,00 (Salário anual + o 13ºMês)
O trabalhador vai para casa todo feliz com o "governo amigo dos
trabalhadores" que mandou o patrão pagar o 13º.
Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a
fazer uma simples conta que aprendeu no Ensino Básico:
Se o trabalhador recebe €700,00 mês e o mês tem quatro semanas,
significa que ganha por semana € 175,00.
€700,00 (salário mensal) e 4 (semanas que tem o mês) = € 175,00 ( de
salário semanal)
O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos
€ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (Número de semanas anuais)
-------------------
€ 9.100,00.
O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual + o 13º salário .
Surpresa, surpresa? Onde está, portanto, o 13º Salário?
A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se
tenham dado conta desse fato simples:
A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do
salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30
dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda
assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar
quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro
ou cinco semanas.
No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º
salário, cujo dinheiro saiu do próprio trabalhador.
Se o governo retirar o 13º salário ou subsídio de natal dos
trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.
Como palavra final para os trabalhadores inteligentes:
Não existe nenhum 13º salário. O governo apenas devolve e manda o
patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.
Conclusão:
Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.
13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO
PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!
E EU QUE NUNCA TINHA PENSADO NISSO ...
Se verem isto pelo padräo inglês, têm razäo. Mas em Portugal nunca se recebeu à semana em situaçöes contratuais gerais, recebia-se era à jorna no campo. Mas adiante.
O 13.o mês näo é nenhum favor do paträo, isso é claro. Mas foi uma óptima maneira de näo aumentar o salário-base, valor sobre o qual se contabilizam indemnizaçöes e reformas.
Na Finlândia é assim: recebem-se 12,5 meses num ano, sendo que no mês de férias se recebe 1,5 salário. Mas o que é certo é que em paridade de poder de compra esses 12,5 säo maiores que os 14 em Portugal.
E mais: quaisquer subsídios e benesses säo tratados na Finlândia como salário (mesmo carros de trabalho). Tudo é taxado, tudo conta.
Em Portugal é uma festa... gestores com salários mínimos e depois as benesses (10 vezes mais) säo todas livres de impostos.
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