quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O inferno no horizonte



É a maior desde o início do processo de "ajustamento" e envolve centenas de milhares de manifestantes. A Grécia amanheceu totalmente paralisada no primeiro dia de greve geral de 48 horas contra o novo pacote de medidas de austeridade que deverá ser votado na quinta-feira pelo Parlamento. Indústria, ensino, bancos, ministérios e serviços públicos estão paralisados, assim como os museus e sítios arqueológicos. Postos de gasolina, farmácias, padarias, comércio estão encerrados. Os advogados, os funcionários das Finanças e Alfândegas continuam em greve até sexta-feira. Os taxistas, protagonistas de muitos protestos, também aderiram à greve. E a repressão violenta acedeu ao convite do Governo para também marcar presença. Parece que os custos da brutalidade não pesam nas contas gregas
O diário alemão Bild informa na sua edição desta quarta-feira que desde o início da crise financeira ocorreu uma fuga maciça de capitais da Grécia para o exterior, particularmente para os bancos suíços, no valor de 200 mil milhões de euros. Segundo Markus Kroll, do instituto financeiro Roland Berger, “só nos últimos meses fluíram para o exterior mais de dez mil milhões de euros”. A instituição alemã afirma que a fuga de capitais se deve ao temor da falência das finanças públicas gregas e da reintrodução do dracma como moeda nacional – se ocorresse a saída do país do Euro – o que inevitavelmente provocaria a perda de valor dos depósitos em euros nas contas bancárias gregas. Cheira a fim.


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