domingo, 9 de outubro de 2011

A Madeira é mesmo Portugal

Viaturas da Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) estão a transportar ilegalmente eleitores para as mesas de voto no concelho da Calheta, acompanhados de autarcas. “A situação é grave e, por isso, já solicitámos a intervenção da PSP para pôr termo a esta irregularidade”, declarou ao PÚBLICO o juiz Paulo Barreto, delegado da Comissão Nacional de Eleições (CNE) na região. Igualzinho ao continental, o caciquismo madeirense revela-se em todo o seu esplendor no dia das eleições. Na Madeira, porém, é assumido: "aqui foi sempre assim", admitiu o cacique-mor, em tom de desafio. Aguardemos para verificar se chegará a haver a queixa-crime que se impõe e, se assim for, como se diluirá depois numa das fases seguintes do processo. Lá como cá, o polvo também comanda os instalados da Justiça e o crime compensa mesmo, sem que a grande maioria dos eleitores note absolutamente nada de estranho.

4 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Vale tudo ... O crime porém nunca compensa porque um dia a verdade vencerá e aí na memória e na honra tudo fica resolvido.

Maria João Brito de Sousa disse...

Sinceramente nem sei o que diga... os madeirenses - muitos madeirenses - parecem ter "cristalizado" em torno do "eixo" Jardim e dos pontuais "bolinhos" que ele vai distribuindo sempre que isso lhe traz algum benefício próprio...

Filipe Tourais disse...

Então e os continentais, Maria João? Os cavacos de lá são mais exuberantes do que os de cá. De resto, mais obra, menos inauguração, mais negociata, menos betão, mais subsídio, menos cunha, mais BPN, menos asfalto, estamos iguais.... O povo gosta e há estabilidade e governabilidade, é o que importa.

Daniel disse...

Filipe, estabilidade? Governabilidade? Esconder 6 mil milhões de Euros de despesa encaixa aí como? Não me parece uma governação muito estável. Mas tens razão, há quem goste. Dois tipos de pessoas: quem meteu parte desses 6 mil milhões ao bolso, e quem é extremamente estúpido.