domingo, 16 de outubro de 2011

Eles enriquecem acima das nossas possibilidades

Comparando a evolução do salário mínimo e das pensões mínimas de invalidez e velhice desde 1974 até 2010, e descontando o efeito da inflação, constata-se que hoje os beneficiários desses apoios sociais auferem apenas mais 88 euros e 38 euros respectivamente. Nesse mesmo ano (2010), correspondia a 15% da população portuguesa o número de pensionistas de invalidez e velhice da Segurança Social com pensões inferiores ao salário mínimo. Significa que perto de um milhão e meio de pessoas estavam nessa situação.


Além disso, mais de meio milhão de pessoas recebiam o Rendimento Social de Inserção, quase metade (47%) dos quais com menos de 25 anos. Em 2009 (últimos dados disponíveis), Portugal era o quarto país da UE com maiores desigualdades entre ricos e pobres, sendo que o rendimento dos mais ricos era seis vezes superior ao dos mais pobres (a média europeia era de cinco). No mesmo ano, mesmo após as transferências sociais, quase uma em cada cinco pessoas (17,9%) era pobre, sendo que 37% dos agregados constituídos por um adulto com uma ou mais crianças viviam em situação de pobreza. Em quatro anos (de 2005 a 2009) [medida do socialismo socrático], Portugal passou do 17.º para o 9.º país com a taxa de risco de pobreza mais alta da UE, isto apesar de essa taxa, após transferências sociais, ter diminuído. Sem as transferências sociais, o risco de pobreza em Portugal seria cerca do dobro do que é. (retirado daqui)


Como se vê, vivemos mesmo muito acima das nossas possibilidades. É por isso que temos que fazer sacrifícios e, pela mesma razão, a riqueza é mantida fora de qualquer aperto. Continuam a enriquecer acima das nossas possibilidades.

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