terça-feira, 11 de outubro de 2011

Aulas práticas sobre voto útil: combater a crise

Recapitalizar a Caixa Geral de Depósitos (CGD), injectando os 12 mil milhões de euros disponibilizados pela troika que os bancos privados não querem. E usar a CGD e essa linha de crédito para dinamizar a economia e criar emprego. Esta foi uma das propostas avançadas na noite passada por Francisco Louçã. O grupo parlamentar do BE elegeu como prioridades na ordem de trabalhos das suas jornadas parlamentares a defesa do aumento das pensões até 419 euros – que deveria abranger cerca de um milhão e meio de pensionistas –, a revisão das taxas moderadoras e o fim dos falsos recibos verdes. Em foco esteve também a o projecto de lei que será apresentado na Assembleia da República com o objectivo de limitar a remuneração fixa dos gestores públicos ao vencimento do Presidente da República. O Bloco insiste na proposta de limitação dos salários dos gestores públicos, mesmo tendo sido já chumbada no passado pelo PS e pelo PSD, explicou Mariana Aiveca, sublinhando exemplos como o do salário do presidente da TAP, que é superior ao do presidente dos EUA, e o salário do presidente da CGD, que é superior ao da chanceler alemã, Angela Merkel. Isto são propostas concretas que se diferenciam no seu alcance da amálgama de inconsistências reaccionárias do “Programa de Emergência Social” do Governo (ler dossier aqui)), que destrói o contrato social herdado do 25 de Abril, Torna as creches em “armazéns de crianças”, mascara o trabalho sem salário de trabalho voluntário e cria um cartão solidário “que mais não é do que um cartão de identidade dos mais pobres. Já seria tempo de começar a combater efectivamente a crise. E recuperação económica, justiça social e racionalidade económica não são incompatíveis entre si.

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