segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sobre o tal "défice tarifário" (e sobre o tal lobby)

Os custos da produção eléctrica com base em energias renováveis, financiada em regime especial, são afinal muito menores do que apontam as contas oficiais do sector, indica um estudo da consultora Rolland Berger para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), que será hoje apresentado em Lisboa. As novas contas concluem que, entre 2005 e 2010, cada consumidor pagou, na factura eléctrica, uma média de 1,9 euros mensais a mais em resultado das políticas de apoio às renováveis, um valor bastante abaixo dos reclamados 5,5 euros que são normalmente avançados como argumento para justificar aumentos brutais nas tarifas eléctricas. A nossa economia, recorde-se, é uma das mais castigadas de toda a Europa na sua competitividade pelas tarifas que são permitidas ao monopólio. Apesar dos mais de 5 mil milhões de lucros diários do sector, a repetição insistente da expressão “défice tarifário” é uma boa medida do poder que este lobby rendeiro detém junto dos últimos Governos da nossa República.

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