segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pois

Em 2008, foi bem abafada a notícia de uma quantia cifrada entre 250 e 300 milhões de euros do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS)que desapareceram, diziam as más línguas de então, via BPN, num qualquer off-shore dos muitos que foram apagados da História de Portugal com a sua nacionalização. Desde então, nas ruas do esquecimento, paredes meias com um desemprego galopante, foram vingando as ideias da desactualização da base de incidência das suas receitas, quer através do sucesso de políticas de promoção do achatamento salarial generalizado que se concretizou, quer ainda da redução dos encargos das entidades patronais (TSU), esta última ainda em projecto. Hoje, lemos que, se, neste momento, houvesse um problema grave na segurança social que impedisse o pagamento normal de todas as prestações que lhe são atribuídas, o mesmo fundo de estabilização financeira só daria para pagar pensões durante 9,3 meses, menos de metade dos dois anos que estão consignados na lei de bases que o enquadra. Quem diria.

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