quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Então e a realidade, pá?

“O sistema baseado apenas na cooperação intergovernamental não funcionou no passado e não funcionará no futuro”, defendeu Barroso. Neste modelo, sublinhou, as franjas eurocépticas num país podem paralisar a definição de uma posição nacional levando em consequência o respectivo governo a bloquear as decisões europeias. Desta forma, defendeu, “a única forma de parar o actual ciclo negativo é ter mais integração (...) baseada no método comunitário”, ou seja, em que as instituições europeias – Comissão Europeia e Parlamento Europeu têm um papel central.


Barroso salvaguardou no entanto que não se pode confundir a necessidade de aprofundar a integração europeia com a solução dos problemas mais imediatos, que enumerou: o cumprimento, por parte da Grécia, do programa de reformas com que o seu governo se comprometeu em troca de assistência externa, a aprovação urgente por parte dos governos e do Parlamento Europeu de um vasto pacote legislativo que está em discussão há mais de um ano para reforçar a governação económica europeia e a aprovação pelos parlamentos nacionais de uma série de medidas de flexibilização do fundo de socorro do euro que foram aprovadas pelos líderes da zona euro em Julho.


Comentário: Então e o Tratado de Lisboa, pá, que ia resolver tudo? Então e a austeridade, pá, que continua a acrescentar crise à crise e continua a ser imposta a países que precisam urgentemente de políticas de crescimento, pá? Não é nada porreiro, pá. Olha, pá: desta vez, só desta, até podes ter razão nalgumas coisas que agora dizes para o aplauso, pá, mas dessa casualidade tardia não resultará nada que se venha a ver na prática, pois não, pá?

1 comentário:

Anónimo disse...

Yanis Varoufakis sintetizou em poucas palavras o absurdo criminoso dos "planos de ajuda" à Grécia: “a economia grega, ou o que resta dela, deve ser arrasada para que possa ser salva da bancarrota”. Tirem "grega" e ponham "portuguesa" e substituam a ironia magoada de Varoufakis pela convicção absoluta de Vítor Gaspar. A tragédia é a mesma.