domingo, 18 de setembro de 2011

O elevador social voltou a ser um luxo proibido

Na 1.ª fase de candidaturas ao ensino superior, houve menos 5279 alunos a concurso. É a primeira vez em seis anos que o número de candidatos diminui. Estamos a envelhecer, é verdade, e há menos jovens. Mas os factores demográficos não explicam uma quebra tão abrupta. Com a pobreza e o desemprego a alastrarem, as propinas cada vez mais caras e a acção social escolar a encolher a cada ano que passa, estudar está a tornar-se um luxo que os mais pobres voltaram a não poder pagar. E nem a velha máxima dos mais reaccionários “vão trabalhar” faz grande sentido nos dias que correm: não há trabalho nem para a reserva de mão-de-obra barata a que fica condenado quem quer e não pode estudar.

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