quarta-feira, 7 de setembro de 2011

História de um envelhecimento populacional sem pecado

Enquanto os mais ressabiados ainda esperneiam exigindo novas oportunidades para o negócio do aborto clandestino, isto é, berrando pelo fim da gratuitidade da interrupção voluntária da gravidez no SNS, dois dos partidos que lideraram os movimentos anti-despenalização, actualmente no poder, fizeram publicar no Diário da República a quantificação de toda a sua generosidade “pró-vida”: os trabalhadores vão poder deduzir cerca de 12 euros por cada filho ao imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal aplicável aos rendimentos de 2011, segundo a legislação hoje publicada. A igreja que se encarregue de incentivar a natalidade colocando as badalhocas diante do difícil dilema da escolha alternativa entre a esmola da sua caridade infinita e o inferno mais quentinho.

Sem comentários: