sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Meritocracia recorrente

Os estudantes do ensino recorrente podem completar o secundário num ano e estão dispensados dos exames nacionais. Muitos acabaram com média de 20 e entram nas faculdades com facilidade, passando à frente daqueles que fizeram o ensino regular. Dirigentes escolares falam em situação "escandalosa" mas a situação é legal. O Chico-espertismo não apenas se aprende na escola, também se decreta.

2 comentários:

Anónimo disse...

É uma pena que a comunicação social possua o gosto de apelar à movimentação de massas e ao descontentamento geral quando nem os factos que apresenta nos seus jornais e websites oficiais correspondem à verdade. Convido o proprietário deste blog e todos os leitores do mesmo a se informarem sobre o funcionamento do sistema recorrente antes de se revoltarem de forma tão efusiva. Realmente é chocante quando se lê que estes alunos estão "dispensados" da realização dos exames nacionais, visto que isso invalida toda a homogeneidade do sistema educativo e da candidatura ao Ensino Superior, porém o verdadeiro jornalista e o verdadeiro leitor anti-sensacionalismo deveria saber que esta afirmação é totalmente falsa como pode ser comprovado no artigo relativo ao ensino recorrente no diário da república. na verdade, estes alunos são obrigados a realizar exactamente os mesmos exames nacionais que todos os outros, exactamente nas mesmas condições. O problema do ensino recorrente não é este que foi referido no seu artigo, mas sim a dessincronização entre as avaliações das classificações internas finais entre o ensino regular e o recorrente, pois um 15 no ensino regular pode equivaler a um 18 no ensino recorrente. Aqui está o principal problema e aqui está a razão para a injustiça causada. Quando à sua referência aos "chicos-espertos" tenho a afirmar que a culpa desta situação na sua totalidade é do sistema, nunca dos alunos, pois estes apenas recorrem a um sistema de ensino perfeitamente legal, tal como qualquer outro.

Filipe Tourais disse...

Segui a sua recomendação. E confronto-o agora com a sua ignorância, que assumiu a responsabilidade de difundir.

Decreto-Lei n.o 24/2006
de 6 de Fevereiro

Artigo 15.o
. .
3—Para a certificação da conclusão de um curso
tecnológico, artístico especializado profissionalmente
qualificante, profissional ou do ensino recorrente, não
é considerada, em caso algum, a realização de exames nacionais