sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Já vimos este filme

Como uma bomba, a novidade explodiu no ar. Novamente, ninguém viu, ninguém sabia e ninguém suspeitava, sequer. As semelhanças entre o buraco do BPN e o buraco da Madeira, hoje noticiado, são mais do que muitas. Até no ar de caso do Primeiro-ministro, a dizer o que todos sabemos, que o caso é gravíssimo, mas sem retirar a confiança política ao autor de um desvario candidato à secularidade. E cá estamos nós outra vez, prontos para pagar.


Já vimos este filme. Falta a entrada em cena de Isabel dos Santos e amigos e a cena da compra dos despojos a preço de saldo, evidentemente, depois de limpinhos de dívidas. Desta vez, nem é necessário nacionálizá-lo. Ora, o buraco do BPN era de 5,5 mil milhões. O da madeira é de cerca de 1,6 mil milhões. O BPN foi vendido por 40 milhões. Com o câmbio da delinquência nestes níveis de linearidade, o cálculo do valor pelo qual a cada vez mais nossa Isabel poderá comprar a Madeira está ao alcance de qualquer um. Duas ilhas belíssimas e uma sanguessuga de brinde.

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