sexta-feira, 8 de julho de 2011

Trabalhos preparatórios do ataque da finança ao filão da Saúde

3 comentários:

AMCD disse...

É um grande "mas".

Confesso que me estavam a agradar algumas intervenções do Presidente, no dia de hoje:

- a publicidade e sensibilização para o consumo de produtos da marca "Portugal";

- o despertar tardio, se é que foi um despertar, para a questão das agências de notação financeira.

Estava a ir muito bem até que voltou a estragar estragou tudo com este "mas" e o que se lhe segue.

Está, com efeito, a preparar o terreno para a privatização do serviço público de saúde (foi também o que pensei quando ouvi a notícia).

Filipe Tourais disse...

A sensibilização para o consumo da marca Portugal fica muito mal defendida por Cavaco Silva. Basta recordar quem desmantelou a produção agrícola e as pescas, quem aprofundou a matriz económica dos baixos salários que é responsável pelo nosso atraso tecnológico, quem acentuou a litoralização do país com as auto-estradas e o encerramento de linhas férreas, quem é o primeiro a aplaudir cortes nos salários necessários para comprar também os produtos portugueses, quem andou a defender a abertura das fronteiras europeias a produtos como os chineses, obtidos à custa de mão-de-obra escrava e sem restrições ambientais. Se gostou, com certeza que se abstraiu de tudo isto.

AMCD disse...

Tem razão Filipe. Considerei as afirmações de Cavaco apenas no dia em que as proferiu, sem fazer a análise retrospectiva que faz.

Concordo plenamente consigo. Cavaco é um dos principais responsáveis pelo estado a que chegámos. É um dos políticos que, depois do 25 de Abril de 1974, mais tempo esteve no activo. E ainda está (activamente, como se vê pela insistência na destruição do serviço nacional de saúde e pelo suporte que está a dar ao Governo para que decida nesse sentido, à revelia do que está escrito na Constituição, que ele jurou defender).