quarta-feira, 20 de julho de 2011

Neo quê?

1. As economias planificadas condenavam toda a gente a ganhar o mesmo mínimo. O nosso liberalismo também, embora não garanta nem trabalho, nem um mínimo para todos.


2. Os regimes comunistas tinham profunda aversão ao debate democrático. O primeiro-ministro tem urgência na aprovação das alterações ao Código do Trabalho. A troika quer a revisão apresentada já em Julho e, por isso, propôs que a discussão no parlamento se faça antes da consulta pública.


3. Nas economias planificadas, as respostas políticas aos problemas estavam amarradas a um dogmatismo ideológico exacerbado: Estado. No nosso liberalismo, também: mercados.


4. Nas antigas Repúblicas Socialistas, quase tudo era nacionalizado, a produção era fortemente subsidiada e havia grandes monopólios estatais. O nosso liberalismo nacionaliza e subsidia prejuízos a um sector financeiro ao qual aplica um regime tributário de favor e põe os monopólios a enriquecer rendeiros privados que exploram recursos que são de todos..


5. Os partidos comunistas tinham um comité central que decidia tudo. O presidente francês Nicolas Sarkozy irá encontrar-se com a chanceler alemã Angela Merkel hoje em Berlim para preparar a cimeira extraordinária da zona euro, que se realiza amanhã.


6. As economias de direcção central produziram desastres ecológicos colossais, que escondiam. Fukushima é muito pior do que se imagina. Pela primeira vez, a União Europeia revelou qual o melhor destino final para os resíduos nucleares dos seus 143 reactores. Contentores debaixo do solo, diz, são a forma mais segura para armazenar os 50 mil metros cúbicos produzidos todos os anos.

1 comentário:

AMCD disse...

Sobre o ponto 5:

Parece que vão jantar hoje, anunciam ruidosamente na rádio. Coisa importante, portanto! O futuro da U.E. decidido num supino jantar: o jantar dos poderosos, inebriados com tanto poder sobre o comum dos cidadãos da Europa – nós. Só falta o Barroso para estarem reunidos os três coveiros do projecto europeu. Enquanto os altos cumes da política europeia estiverem dominados por tais criaturas, não iremos a lado nenhum, ou pior, iremos ao fundo.