terça-feira, 12 de julho de 2011

Ler os outros: “Medidas alternativas de combate ao crime: o exemplo das casas na Holanda”

«Atenção, legisladores, a Holanda reduziu em 26% o risco de assalto a novas residências sem mexer no código penal, por reduzir o "convite ao crime", como dizem dois economistas neste artigo. Como? Foi simples, mexendo nos requisitos de segurança no regulamento das edificações urbanas. Os nossos securitários precisam de estudar exemplo destes que não mostram capturas espectaculares nem fazem primeiras páginas mas são efectivos na redução da criminalidade.» - Paulo Pedroso

7 comentários:

Anónimo disse...

Se os assaltos a novas residências diminuem, o mais certo é que aumentem os assaltos a residências mais antigas e vulneráveis, ou então aumente o crime de rua. Não é assim que se combate o crime, assim apenas se desloca o foco dos criminosos de determinavo alvo para outro. Os criminosos não deixam de o ser apenas porque alguns alvos se tornaram mais difíceis.

Anónimo disse...

Ninguém proíbe que nas casas antigas façam obras para ficar com a segurança das novas.

Anónimo disse...

Do que eu percebi houve uma alteração à legislação que obriga a que as casas novas cumpram com normas de segurança mais rigídas para que lhes seja atribuída a licença de construção ou de habitabilidade. Como fariam com as casas velhas? Alterariam a lei para obrigar os proprietários a fazerem obras consideráveis? Obviamente não é viável, o que torna o segundo comentário infundado.

Filipe Tourais disse...

Mas e então? Seria melhor a alteração legislativa não ter ocorrido, era? Acho que não. E note como se poupa um dinheirão em seguros, segurança pública e outros custos, até psicológicos, apenas com uma medida que custa aos construtores cumprirem com a sua obrigação de fornecerem aos clientes casas seguras.

Anónimo disse...

Volto ao exercicio inicial segundo o qual esta medida, só por si, não é garantia da diminuição da criminalidade, uma vez estimula os criminosos a mudarem o seu alvo para casas mais antigas ou para criminalidade de rua. O que pode resultar é que os proprietários de casas novas(geralmente quem tem mais dinheiro) estejam mais seguros que os proprietários de casas antigas. Não é legislando sobre a construção de bunkers familiares que se combate a criminalidade, isso é uma fraude. É criando condições para uma sociedade menos desigual, com melhor educação, mais civismo, oportunidades para todos, etc.

Filipe Tourais disse...

A desigualdade existe à partida, é certo. Deve ser objecto de políticas públicas, mas a criminalidade não se combate apenas combatendo as desigualdades (e note como o que se poupa em segurança com medidas como esta pode ser canalizado para esse combate). Quanto aos mais ricos do seu comentário, não precisam desta alteração legislativa para nada. Eles próprios gastam fortunas em segurança e muito para além do objecto desta lei.

Anónimo disse...

Concordo em parte mas mantenho que esta medida não combate o crime, apenas muda o foco do alvo dos criminosos.Se a raposa não for ao galinheiro com porta de ferro vai ao galinheiro com porta de pau escancarada.