terça-feira, 19 de julho de 2011

Regras da sagrada mama

A partir de agora, as regras são bem claras para todos os que frequentam as instalações da Católica em Lisboa, alunos e professores: "Modos de trajes e formas de apresentação próprias de local de lazer e de desporto não são adequados na universidade."A orientação foi tomada pelo Conselho Académico (CA) da Universidade Católica, que considera que a vida académica deve "processar-se com a dignidade indispensável a uma universidade e a uma instituição da Igreja". Por sorte, trata-se de uma universidade católica e não muçulmana, senão a notícia poderia bem ser a da obrigatoriedade do uso da burca na vida académica. Também por sorte, bastante mais sorte, apesar de privada e de haver outras universidades públicas que prestam o mesmíssimo serviço de formação, a Universidade Católica continua a ser um sorvedor de recursos públicos, senão não contaria com o dinheiro de todos nós, contribuintes , para financiar estas beatices anacrónicas contrárias à liberdade de expressão duma República laica.

3 comentários:

Anónimo disse...

Algum deles (Jesus, Francisco de Assis, Abbé Pierre) poderia ser professor ou aluno da Universidade Católica? Sem vestuário “digno e conveniente”, talvez tivessem que ficar à porta.

Gi disse...

O que me irrita de verdade é que haja organismos ostensivamente privados a comer dinheiros públicos.
Universidades, fundações, clubes de futebol, etc.

Dylan disse...

O Conselho Académico da Universidade Católica recomendou que a sua comunidade adoptasse "formas de vestuário dignas e convenientes" e que se "chamasse a atenção dos que se apresentassem de maneira imprópria". Apesar dos seus estatutos não implicarem o uso de farda, suponho que, para quem não cumpra a directriz, seja infligido um qualquer tipo de castigo corporal ao melhor estilo pidesco, revisitando-se o Estado Novo, sempre tão castrador de razões democráticas e da liberdade de expressão individual. Para um estabelecimento de ensino que advoga ter "uma visão cristã do homem", tal e qual a Igreja que o suporta, deveria saber que mais importante do que a vestimenta e a aparência, é o espírito interior e o bom senso de cada um.