terça-feira, 12 de julho de 2011

A banda toca, o navio afunda

O presidente permanente do Conselho Europeu admite convocar uma cimeira extraordinária do Eurogrupo para a próxima sexta-feira, para tentar acalmar as tensões que afectam os mercados de dívida de vários países da zona euro. Estes senhores hão-de pensar que nos convencem que acreditam que acalmam mercados apenas por se reunirem. Da reunião de ontem não saiu nem a sopa de optimismo da praxe, nem o xarope de confiança do costume: nada, à twiter, em 140 caracteres. À noite , Durão Barroso disse umas larachas sobre regulação das agências de rating, seja lá o que isso for. Talvez a introdução da regra “ou escrevem o que nós quisermos, ou deixamos de vos encomendar serviços, perdem o poder que vos demos e deixam de ganhar o vosso.”. Esta manhã, os juros das dívidas portuguesa, espanhola e italiana continuavam a bater recordes. Alguém se lembra do Tratado de Lisboa, o tal que iria agilizar a União Europeia e que, depois de convenientemente afastado o cenário de um referendo, foi aprovado no nosso Parlamento por PS, PSD e CDS?




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