segunda-feira, 4 de julho de 2011

Aulas práticas sobre voto útil: resumo

Para quem tinha dúvidas quanto ao destino da parte do subsídio de Natal que foi roubado tanto a trabalhadores por conta de outrem, que o receberiam, como a trabalhadores a recibos verdes, que não o recebem, um bolo de 800 milhões estimado pelo Governo que deixou de fora de qualquer contribuição o sector financeiro e demais rendeiros do país, na imprensa do dia lê-se que, só este ano, a banca precisa de 700 milhões de euros para financiar as PPP e que as empresas construtoras devem 42 mil milhões. Repare-se como na frase anterior vem todo um país resumido; as empresas criadas na virtude de serem privadas que, na realidade, enriquecem à sombra do Estado que é gerido por um poder político por si capturado, que lhe proporciona negócios altamente lucrativos e sem risco algum; uma banca que é convocada pelo mesmo poder para tomar parte desses lucros sem risco, à qual é dada a garantia adicional da nacionalização de eventuais prejuízos; e um povo que aceita suportar tudo isto através dos seus salários, dos seus impostos, dos seus direitos e dos seus votos. Em fundo, cânticos de mercado com refrões que apelam ao sacrifício pela pátria, afastam qualquer ideia de uma auditoria a uma dívida colocada aos ombros de quem trabalha, proíbem a nacionalização da banca também na parte dos lucros e apregoam o “emagrecimento” do Estado do lado mais magro para proporcionar ainda mais negócios imensamente lucrativos e sem risco a uma classe que, porque a deixam, não rejeita enriquecer à custa da Educação, da Saúde e das conquistas sociais dos prestimosos voluntários que suportam o sistema com o que deixam roubar. Seria bom que aprendessem com tantas aulas sobre voto útil.

2 comentários:

Tá na laethanta saoire thart-Cruáil an tsaoil disse...

Um pouco de espiritus analiticus é necessário

eu cá não me arrebanho lá por haver gente que ganha mais numa hora em empresas públicas do que eu num mês

não chamo a um ex-pedreiro que comprou terras numa A5.....qualquer
e as revendeu com lucros substanciais
antes de serem expropriadas por valores ainda maiores

a culpa não é dos bancos nem das empresas por fazerem o que fazem

é da impunidade instalada

e da censura moral e psico-físiológica que é exercida por todos

e por cassetes que são como meninos que por tanto gritarem lobo

ninguém tem fé nelas

Tá na laethanta saoire thart-Cruáil an tsaoil disse...

resumindo há tantas dezenas de milhares de gajos que vivem e bem da compra e venda de terrenos e de aluguer de edifícios

que não são bancários e muitos até são militantes ou primos de militantes de toda a maralha partidária

que ganham bastos milhares de milhões com fornecimentos vários desde brita a calculadoras de células fotovoltaicas para usar dentro e fora de câmaras várias

e curiosamente só se fala sempre dos bancos do grande capital

que pode desmaterializar as sedes

essas dezenas de milhares de pessoas com contas de milhões
muitas delas fora de Portugal e com Mercedes e Audi's de alta cilindrada

e muitas vezes isentos de IRS e com pagamentos de IRC em atrasos sucessivos