quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aulas práticas sobre a utilidade do voto

Enquanto PSD e CDS vão anunciando um acordo que tem a peculiaridade de continuar a ser negociado, aos poucos, os portugueses vão despertando do coma mediático que afastou das notícias as contrapartidas do resgate financeiro que alegadamente negociaram com a troika. É assim que, já com eleições decididas, caídas do céu, num país que consegue compatibilizar pacificamente o preceito constitucional que consagra uma Saúde tendencialmente gratuita com a realidade de sermos um dos países onde os cidadãos pagam directamente do seu bolso uma das proporções mais elevadas do total de custos com cuidados de saúde, se colocam questões importantes como quanto mais aumentará essa fatia de Saúde tendencialmente paga, quem deixará de estar isento do pagamento de taxas moderadoras ou que serviços deixarão de ser cobertos pelo SNS que todos pagamos com os nossos impostos. Naturalmente,, à medida que começarem a surgir as respostas, começarão também a aparecer as surpresas daqueles que se convenceram que o preço da substituição de um mal que consideraram maior, Sócrates, por outro mal, este menor, Passos Coelho, seria pago com os sacrifícios dos vizinhos. Será uma de muitas aulas práticas sobre a utilidade do voto. “Ai, se o arrependimento matasse… “ No caso da Saúde, mata mesmo.

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