segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rui Tavares, outra vez

Francisco Louçã, no Facebook: “Um jornal (o "i") enganou-se e escreveu, com ligeireza, que os quatro fundadores do Bloco foram o Luís Fazenda, o Miguel Portas, este que assina e o Daniel Oliveira. O Fernando Rosas desaparecia da história. Explicou depois o jornalista que tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com o Rui Tavares. Escreve hoje outro jornal (o "Sol") a mesma coisa. Estou por isso curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos.” (nota completa aqui). A seguir, na mesma nota, Francisco Louçã conta a história conhecida da criação do BE. E remata: “Por isso, é simplesmente uma falsificação a tentativa de retirar o Fernando desta história e de a refazer com novos protagonistas.”


Em reacção no seu blogue, o amigo do BE mencionado como fonte pelo jornalista em questão, citado por Francisco Louçã nessa condição, Rui Tavares, em vez de se insurgir contra um alegado uso abusivo do seu nome por dois, e logo dois, jornais, encontra imediatamente um culpado para a história que os dois periódicos venderam e atira-se a ele, outra vez: “lamento a aparente leviandade com que Francisco Louçã extrapola em público sobre a sua curiosidade “acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos”, ligando-a um deputado eleito em listas do seu partido, sem ter feito o mais fácil que seria telefonar a esse deputado para procurar satisfazer essa curiosidade.”


Esclarecido o culpado pelas notícias, o historiador expressa o seu aviltamento: “Mas Francisco Louçã vai mais longe, utilizando num contexto em que citou o meu nome termos e expressões como “falsificação” e “tentativa de refazer a história” que para um historiador como eu têm implicações tão graves que não podem simplesmente passar em claro”, quando a versão dos dois jornais o é, com toda a propriedade, uma falsificação e uma tentativa de refazer a história.


Depois, após algumas considerações bastante elogiosas sobre a sua pessoa, conclui este exemplo de decoro apaziguador e unificador: “No quadro dos difíceis debates que se avizinham para a esquerda portuguesa, é de lamentar que a nota de Francisco Louçã, e a resposta que me vejo forçado a dar-lhe, possam servir de manobra de diversão. Mas a política, e tudo na vida, faz-se respeitando a dignidade das pessoas, agindo com boa-fé e não lançando sobre elas suspeitas em filigrana. O mínimo que espero de Francisco Louçã é que esclareça a confusão que levianamente criou [não foram os dois jornais], peça desculpas pelo facto, e retracte o seu texto.” Quanto aos dois jornais e ao jornalista em causa, nem uma nota.

2 comentários:

Wegie disse...

Bizâncio 1453.

Anónimo disse...

A garotada que gosta de fazer comentários no facebook geralmente acaba à chapada e depois alguém da rapaziada coloca os vídeos no youtube. Para quando um vídeo dos miúdos à luta? Assim vão longe