sábado, 4 de junho de 2011

Quem não queira ser grego, amanhã não fica em casa



Não, não são os festejos da vitória da selecção nacional de futebol. São os gregos que se manifestam há várias dias, todos os dias, nas suas ruas. Vão continuar assim, todos os dias, a sair à rua. As televisões nacionais optaram por manter estas imagens fora dos olhos de quem decidirá amanhã se daqui a muito pouco tempo estaremos também todos na rua a gritar bem alto que não aguentamos mais. Na Segunda-feira, se não houver votos que o travem, Portugal mergulha no PEC V, o mais violento de todos, que deliberadamente também foi deixado fora da campanha eleitoral. Os gregos já vão no segundo apertão. Não podem fazer nada quanto ao primeiro, tentam evitar o segundo. Nós podemos evitar o primeiro. Não têm eleições, resta-lhes a rua. Nós temos as duas. E não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar a oportunidade que a democracia nos dará amanhã de gritar bem alto que não queremos passar pelo mesmo que os gregos. O voto é a nossa voz. Um voto tem incomparavelmente mais força do que um grito.

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