quarta-feira, 29 de junho de 2011

O nosso futuro está a ser transmitido em directo neste preciso momento

A Grécia tornou-se um dos maiores consumidores de gás lacrimogéneo e balas de borracha do mundo. Estes são os argumentos que restam a um poder que usa a polícia para tentar calar uma indignação que está na rua há mais de um mês e, incendiada pela brutalidade da repressão policial, cresce em número e em violência a cada segundo que passa. Hoje, no Parlamento grego, foi aprovado novo pacote de contrapartidas exigido pela mesma troika nossa conhecida para a concessão de mais um empréstimo que, antes do empréstimo seguinte, tapará o buraco cavado pelo pacote de austeridade anterior. Os gregos, fartos de ceder a ameaças de bancarrota sucessivas, já não se deixam levar por argumentos, também utilizados por cá, que utilizam expressões como “reformas necessárias”, “este plano deveria ter sido implementado mais cedo” ou “o plano anterior foi insuficiente ou mal executado”. Mais de um ano serviu para perceberem que aceitar mais austeridade hoje implica serem confrontados com terem que aceitar ainda mais austeridade daqui a um par de meses. Definitivamente, a austeridade, tal como a liderança europeia, não servem. Centenas de milhares de gregos gritam-no hoje nas ruas, ao mesmo tempo que perguntam: “para onde vai, para onde foi o nosso dinheiro?” Veja a manifestação aqui. O nosso futuro está a ser transmitido em directo.

2 comentários:

Anónimo disse...

Não consigo entender como é que em Portugal isto ainda não aqueceu.!
Cada dia que passa mais as pessoas são esmagadas pela austeridade e nada se faz.?
Agora, com este Governo, apoiado pelo PS (que devia ter sido varrido do Parlamento pois é muito grande a sua culpa neste estado de coisas)vamos ter um retrocesso de tal ordem que vamos voltar ao 24 de Abril mas ainda pior a mudança trás consigo a vingança da direita.

O Gajo Tá Vivo Mas Nã Se Meche disse...

olhe que não olhe que não

os nossos velhinhos estão de fraldas

e os novinhos vão prá praia

ou vão deitar fogo aos ecopontos

atirar pedras à polícia aqui é uma questão bairrista

atiira-se ó pessoal da proximidade

ir atrás deles cansa

ou como dizia um gajo do morte à bófia

assustam a clientela e só roubam lixo

trás traz a bingança dos portistas

em 1977 comiam-se os pombos das praças e os gatos escasseavam

fome adonde....

em 74 quem ia comer aos caixotes de lixo

ninguém pouco havia para comer
por vezes só papel para comprar pão
e roupa velha pra vender

bocês são gente com falta de memória

ou então biviam em Lisboa