segunda-feira, 6 de junho de 2011

Exclusivo PB: os dez magníficos de Passos Coelho (patrocínio ®Pala-pala.

Escolhido que está o novo Sócrates, é a hora de escolher os seus 10 mérito-magníficos. Até há 13 minutos atrás, mantinha-se o cenário de 10 Ministérios como um dado mais ou menos adquirido. Entretanto, por casualidade, enquanto pensava no assunto, abri um pacote de batatas fritas e lá vinha a lista que republico abaixo, a reluzir de gordura.


1. Ministério das Finanças e dos Paraísos Fiscais: Dias Loureiro. Um homem com créditos firmadíssimos no mundo da finança. É o português melhor colocado para que o país comece finalmente a tirar partido de ter Vítor Constâncio no Banco Central Europeu. E talvez não haja português mais conhecedor e melhor colocado para pôr a liquidez que existe nos paraísos fiscais ao serviço da Nação.


2. Ministério da Economia doméstica, Sacrifícios e pragmatismo: Manuela Ferreira Leite. Outra personalidade com uma larga experiência como Ministra, tem-se destacado pela generosidade que tem emprestado à causa dos sacrifícios alheios e pelas lições de economia doméstica. No campo do pragmatismo, recorde-se o desembaraço com que despachou as dívidas da segurança social para o citigroup por ajuste directo, quando empecilhos legais obrigavam ao concurso público internacional. Manuela não brinca em serviço.


3. Ministério do Ensino Superior e das Propinas britânicas: Manuela Ferreira Leite. Acumula com o anterior. A pioneira das propinas portuguesas vai agora poder concretizar o sonho antigo de pôr os alunos portugueses a pagar propinas como nos países civilizados.


4. Ministério das Privatizações e Monopólios Naturais: o PB sabe que a filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos, está a tratar das trambicações necessárias para aproveitar os saldos e tomar posse do que venha a ser vendido para aliviar as receitas do Estado português.


5. Ministério da Educação: Avô Pentéx. Da mesma forma que aquela malfadada entrevista o arredou da pasta das Finanças para uma deportação amordaçada, também lhe revelou capacidades para desenvolver um trabalho inédito entre nós. Finalmente, teremos uma educação sexual a sério em Portugal. É um homem de negócios, saberá desenvolver a tarefa em tempo útil, antes da alienação do parque escolar.


6. Ministério da Defesa, Mar, Agricultura, Ambiente e transportes subterrâneos: Paulo Portas. O mar é uma das nossas maiores riquezas. Naturalmente, sua também. Paulo Portas também é português. Há que defender melhor o mar e adquirir mais meios para o defender, por cima e por baixo. E fazer brotar as suas riquezas, transformar sobreiros em edificações e nelas desfrutar do melhor ambiente. É a pessoa certa para fazer a ponte entre todos estes sectores estratégicos.


7. Ministério do Desemprego, da Precariedade e dos Supermercados: Maria José Nogueira Pinto. Um dia, revelou toda a sua sensibilidade pela causa dos pobres quando disse que os velhinhos do complemento solidário para idosos não precisam de 80 euros para irem beber cervejas, comer doces ou serem roubados pelos filhos. Ora, o memorando acordado entre PS, PSD e CDS, sendo uma fábrica de pobreza, desemprego e precariedade, torna imperativa a chamada de alguém com esta sensibilidade para administrar os cheques-mercearia e assegurar que não sejam dados a velhos bêbedos ou gulosos ou, pior ainda, que caiam nas mãos de filhos drogado-preguiçosos.


8. Ministério do Desporto, Cultura, Justiça e Urbanismo: Valentim Loureiro. É uma escolha tão natural que dispensa explicação. As pessoas certas nos lugares certos. Aqui está mais um exemplo.


9. Ministério da Administração Pública, Amizade, Ordenamento do Território e Obras Públicas: Alberto João Jardim. A Madeira é um exemplo de como a Administração Pública pode ser dinamizada com sentimentos e as Obras Públicas usadas como trampolim para uma riqueza que não belisque o ordenamento do território. A Amizade é um elo de ligação importante entre todos estes pilares da nossa democracia e pode bem ser rentabilizada aliviando a Administração Pública de pessoas muito pouco amigas e substituindo-as por outras bem mais dotadas deste sentimento tão bonito e fraterno.


10. Ministério do Desbaste e Outros Assuntos Parlamentares: Daniel Oliveira. É a surpresa da equipa, quer pela militância partidária, quer pela convivência improvável com o Ministro anterior. Mas o PSD sabe recompensar quem bem o serve. Daniel Oliveira, ao mesmo tempo que ia intervindo em acções de campanha do Bloco de Esquerda, não esperou pelo fim da mesma para se juntar aos seus colegas comentadores do regime na tarefa de descredibilização do seu próprio partido que resultou na desmobilização reflectida no desaire eleitoral de ontem. Como Ministro, da mesma forma que o PEC IV não foi obstáculo para a sua campanha por uma esquerda unida a uma direita dita de esquerda, o PEC V, a que se chamou de Memorando, não será obstáculo para repetir o excelente trabalho em prol da mesma causa de desbaste unificador, desta vez entre esquerda e direita assumida. Naturalmente, Passos Coelho não se oporá a que continue a sobrepor a legitimidade do seu mediatismo à legitimidade da Convenção Nacional do Bloco na exigência da demissão da actual liderança.


Nota: o Primeiro-ministro acumula a pasta dos Negócios Estrangeiro-ajoelho-germânicos, Férias e Feriados. A Saúde dispensa Ministério: será externalizada e confiada ao grupo Espírito Santo.