quarta-feira, 22 de junho de 2011

Era uma vez uma birra verde-estalinista

O menino foi para o cargo porque o líder confiou nele. O menino usou a confiança do líder para o descredibilizar publicamente. O líder foi-se calando por respeito ao princípio da liberdade de opinião e para não facilitar uma onda de histeria que lhe apontaria um estalinismo pronto a comer da conveniência do menino. O menino foi esperneando, esperneando, cada vez mais. Não parava de escoicear. Um dia, dois jornais publicaram uma versão de uma história cuja proveniência associaram ao menino. O líder manifestou estranheza e desagrado. Em vez de perguntar aos jornais por que carga de água o seu nome tinha sido associado à história que publicaram, sem ser estalinista, o menino não gostou que o líder também pudesse ter opinião. Primeiro, pediu que se retratasse e, como a birra estalinista não deu o fruto desejado, lembrou-se depois de dizer ter perdido algo que não era seu, a confiança que o líder lhe tinha depositado, que lhe valeu o cargo que ocupava, para se demitir sem perder o salário, passando a representar-se a si próprio. Ele, que sempre tinha apelado à união das esquerdas, abandonava a sua. Era agora verde, livre de continuar a comentar o estalinismo que tanto gostava de colar aos outros.

2 comentários:

josé manuel faria disse...

Porque é que o líder não contactou o menino para confirmar o que o jornalista disse, antes de ter dito o que disse: que a fonte era o menino.

Que post tão rancoroso!

O menino foi para o cargo a convite de outrem: não do líder.

Filipe Tourais disse...

Já que o menino não contactou o jornalista, e era o nome do menino que o jornalista citou, o líder manifestou estranheza para que fosse o próprio menino a fazê-lo. O líder não é papá do menino. E vá lá que o meu post é só rancoroso e não é estalinista. Parece que só os meninos é que têm direito à opinião.