quinta-feira, 2 de junho de 2011

Duas histórias obscenas: descubra as diferenças

À frente do computador, ele deixava de ser homem. Passava a chamar-se Ana. Ana Sofia Sá Magalhães, um nome que condizia com o rosto de uma mulher loura, com ar nórdico e sotaque de Cascais. Era com uma fotografia desta personagem que inventara que se apresentava no mundo virtual onde “mergulhava” à procura de relações amorosas com outros homens. O assédio sexual era feito através da Internet. O problema é que não se ficou pelas fantasias. Quando os seus interlocutores manifestavam o desejo de se encontrar com ele pessoalmente, faltava sempre. E quando, impacientes, acabavam por se afastar perseguia-os, ameaçando-os, chantageando, devassando a sua vida privada e provocando danos psicológicos e materiais, refere a acusação. O homem está agora a ser julgado, no Campus da Justiça, em Lisboa, juntamente com outros nove arguidos.




À frente do Governo, ele deixava de ser o representante do interesse público e passava a chamar-se Lobby. Lobby banca PPP e Magalhães, um nome que condizia com o rosto de um socialista travestido, com ar sério e sotaque de Cascais. Era com uma representação desta personagem que inventara que se apresentava no mundo virtual em que os média transformaram a política, onde “mergulhava” comodamente à procura de relações amorosas com os seus eleitores. O assédio eleitoral era feito através das televisões, rádios e jornais, mas também da internet. O problema é que sempre se ficou pelas fantasias. Quando as suas vítimas manifestavam o desejo de verificarem pessoalmente a concretização do que prometia, faltava sempre. E quando, impacientes, acabavam por se afastar, perseguia-os, ameaçando-os, chantageando e negando que continuaria destruindo a sua vida privada e provocando danos psicológicos e materiais, refere a acusação. O homem está agora a ser julgado, em milhares de mesas de voto, em todo o país, juntamente com outros dois cromos do mesmo calibre que tomam balanço para lhe seguir as pisadas..

2 comentários:

F! disse...

A diferença está na consumação. Um tentou f., o outro f. mesmo. O pior é que quem foi f. parece que gostou e quer repetir a f. O video foi bem escolhido. Só se ilude quem quer.

antbor disse...

Escrevo principalmente para os abstencionistas e para os que votaram em branco. Pelo menos já saltámos do barco dos que facilmente são convencidos a votar nos gatos brancos, negros ou malhados. Não interessa a cor, porque são gatos, enquanto o povo suporta o papel do rato. Como é que é possível andarmos anos e anos a votar nos Portas, Sócrates, Durões e outros que representaram e representam os gatos e não há coragem para pelo menos apresentarem um voto de protesto, como por exemplo o voto em branco. Isto só muda se houver leis que julguem os governantes, ex-governantes, políticos e homens de negócios corruptos, mas com rapidez, não como os casos dos submarinos, Portucale, Freeport, BPN e muitos outros em que a justiça dá tempo a que apodreçam para depois deitar fora. Assim nunca mais sairemos destas crises. Vamos transformar os votos de abstenção em votos em branco. Assim, os políticos não vão desculpar-se dizendo que o povo não votou por estar frio ou calor, tendo preferido ir para a praia ou ficar em casa para não apanhar chuva ou frio. O POVO ESTÁ REVOLTADO. NÃO QUEREMOS UM GOVERNO COM ELEMENTOS SOB INVESTIGAÇÃO. Não venham com a treta de que até prova em contrário é considerado inocente. Isto seria aceite se as leis tivessem condições de julgar os políticos corruptos.