sexta-feira, 27 de maio de 2011

Há mundo a desaparecer no filtro




A cena repete-se. Crise social gera protesto pacífico em Barcelona, forças policiais transformam-no em tumulto e os média portugueses ocupados com a segunda laracha do dia de Passos Coelho sobre um negócio com uma universidade privada protegida do regime, para a qual, caso seja eleito, nem nos sonhos mais malucos deixaria de continuar a desviar o que quer cortar no orçamento das universidades públicas.


Em rodapé, muito menos importante do que mais um video com violência daquela que pode mostrar-se por não ter carga política, Louçã e os 10 mil milhões que o reinado socialista quis que fossem direitinhos para umas empresas-satélite do regime. Porém, tal como sobre o descontentamento que galopa sobre a Europa, Sobre este oitavo do negócio que os três sócios firmaram com a troika, nenhum deles disse uma palavra sequer. Os satélites são património da comunidade do arco do poder, não são para emagrecer. Toda a gente sabe que emagrecer escreve-se com E de Estado e não com E de empreendedorismo de gabinete. O resto é radicalismo.

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