segunda-feira, 16 de maio de 2011

O carnaval do disparate

A guerra das sondagens anda realmente entretida. Temos quase uma por dia. Ora aparece o PS em primeiro, ora aparece o PSD, para logo aparecer o PS novamente. A seguir, a subir e a descer, vai aparecendo o CDS. E no fundo da tabela da I Liga aparecem invariavelmente os partidos da esquerda. Estas sondagens são a prova de que quase ninguém gosta deles. São feios e cheiram mal.


O desafio é, pois, convencer os portugueses de que toda a gente está doidinha com a ideia de ver novamente no poder os três partidos que, com apostas erradas, negociatas obscenas e um exercício do poder em proveito restrito, afundaram Portugal ao longo dos últimos 37 anos. Agora, com políticas ditadas externamente, só mesmo eles para nos regenerarem. Acabaram de tornar pública a dívida de mais de 5 mil milhões do BPN, mas Eles próprios já se regeneraram, merecem novo voto de confiança patriótica.


A comunicação social repete que não há outra solução que não a de reconduzir no poder estes três grupos de artistas do amontoado que resultou na maior crise do pós-revolução, as contrapartidas do resgate financeiro vão-nos afundar ainda mais e mais rapidamente, mas temos que avançar todos juntos, de mãos dadas, para que os senhores da Europa e dos mercados não nos castiguem pelo erro reiterado de os termos vindo a eleger. É o Carnaval do disparate, reedição de todos os anteriores.


Eu só acredito na sondagem de 5 de Junho.

3 comentários:

Anónimo disse...

‎"Na política portuguesa conseguiu-se o milagre da multiplicação. Há dois Sócrates. O que assinou a redução substancial da TSU; e o que desconhece a sua existência. Há o que assinou um acordo com o FMI; e há um que julga que FMI é uma energia renovável. Às vezes há o Dupont, outras o Dupond. Sócrates não existe."

a.marques disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

De acordo.