segunda-feira, 16 de maio de 2011

Acordar o povo, pá!

“Não aceitamos que [os centros de emprego] sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado”. Higiénica, salutar, cidadã. A segunda iniciativa dos “É o povo, pá!” teve como objectivo dar a conhecer a quem nunca esteve desempregado como funcionam actualmente os centros de emprego. Esta seria, já foi, uma missão a desempenhar pelos média. O termo “ataca”, emoldurado por um par de aspas cobardes, que encontramos no título «Movimento É o povo, pá! “ataca” centros de emprego», acrescenta um inesperado segundo objectivo cumprido a esta que foi uma iniciativa absolutamente pacífica: o de sublinhar as tendências da informação que actualmente se faz em Portugal.



"(...) Actualmente, num Centro de Emprego não se encontra emprego. Encontram-se fiscalizações sucessivas, propostas formativas muitas vezes desajustadas, encontra-se trabalho quase gratuito através dos contratos de emprego-inserção, encontram-se ameaças constantes de cortes nos subsídios. Mas não se encontra emprego. (...)" (o texto integral do manifesto da iniciativa pode ser lido aqui.

2 comentários:

Anónimo disse...

Mas porque é que não se faz semanalmente ou mensalmente uma manifestação no Rossio ou na Praça do Comércio ou noutro sitio qualquer, contra o assalto que a UE/BCE/FMI nos estão a fazer.?
Na Grécia já vai em não sei quantas greves gerais e quase todas com bordoada e em Portugal nada. Não consigo entender.!
Até parece que estamos satisfeitos por nos virem roubar( a dignidade, a soberania, o dinheiro e por aí fora...).

Filipe Tourais disse...

Temos uma manifestação importante em 5 de Junho. Quem falte a essa, não vale a pena depois andar em gritarias.