terça-feira, 10 de maio de 2011

Justiça na economia #5


Graças ao clientelismo rentista que se instalou aos comandos dos destinos do país, com vários exemplos de governantes que assinaram contratos em representação do Estado para, pouco depois, se tornarem administradores das empresas com as quais os firmaram, as parcerias público-privadas foram-se tornando um dos maiores cancros das nossas finanças públicas e, simultaneamente, a forma mais fácil de enriquecer dos verdadeiramente representados pelo poder político que fomentou este modelo de transferência de riqueza que os enriquece empobrecendo todos os demais. Curiosamente, a troika e o Bloco de Esquerda coincidem na necessidade da sua renegociação. Porém, a troika quer fazê-lo mantendo no poder quem já mostrou o que vale cada voto depositado nas suas mãos: 60 mil milhões que pagaremos em 30 anos e 12 a 14 por cento de taxa de juro garantidos pelo mesmo período às concessionárias e ao sector financeiro. Justiça na economia é o que vale cada voto nesta e nas demais propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda. Renegociar as PPP é a quinta de uma série de vinte.

10 comentários:

CAL disse...

Estou de acordo que devam renegociar e acabar com novas PPPs.
Não estou de acordo com radicalismos de esquerda que existem para complicar o desenvolvimento da Democracia.
O BE é um desastre na condução, quer dirigir na contra mão (esquerda) pondo em perigo a ordem no transito. Não sabe conviver numa sociedade plural, quer impor suas idéias, não sabe negociar, falta-lhe inteligência emocional. Muitas das suas idéias são boas, mas o radicalismo dificulta sua discussão

Filipe Tourais disse...

Pois, também já me tinham dito isso. O Jorge Coelho e o Ferreira do Amaral ainda ontem mo disseram, mas pediram segredo.

CAL disse...

Não leve em conta o que um burro emigrante diz. Deixei de carregar peso tem tempo. Estou liberto de arreios e ideologias que não aceitam o contraditório.

Filipe Tourais disse...

O contraditório de factos e números são factos e números, não divagações sobre o que ouvimos dizer ao vizinho do lado, que se aproveita para papaguear de cor. Quando quiser contrapor, esteja à vontade. Eu gosto que contraponham.

CAL disse...

Quantos aos números e políticas desastrosas estamos de acordo. Não defendo a política do mais do mesmo. Faltam alternativas. Mais uma vez vamos empurrar o problema de (des)governação com a barriga. Culpo a esquerda por não querer colaborar neste momento de naufrágio, não fazem parte da tripulação?

Filipe Tourais disse...

Mas, caro amigo, aí tem uma proposta concreta que não é mais do mesmo e não é uma recusa em colaborar. Será que não é o amigo que não está a ver bem a coisa? Segundo percebo, concorda com a medida mas discorda por ser proposta pelo Bloco porque é de esquerda. Não me parece que faça muito sentido.

CAL disse...

Sempre trabalhei e ainda trabalho em equipe, quem está em minoria deve ceder e não simplesmente afastar-se. Pode ser que Sr. tenha razão, vamos ver na apuração de votos quem tem razão. Radicalismos não levam a nada.

Filipe Tourais disse...

Quem tem razão não se mede pela votação. Bem estaríamos, se assim fosse. Olhe os últimos 37 anos de radicalismo da consensualidade. Radicalismo é daquelas palavras que andam de boca em boca. É como responsabilidade, governabilidade e sentido de Estado. Veja como funciona para convencer a maioria a que o meu amigo pelos vistos pertence. O Bloco não teria mais razão se tivesse mais votos. Teria mais votos, mais força para fazer o que o meu amigo diz concordar.

CAL disse...

Foi legal este papo. Espero vir aqui mais vezes trocar idéias. Cumprimentos ao amigo
Carlos

Filipe Tourais disse...

Um abraço, volte sempre.