quarta-feira, 4 de maio de 2011

Justiça na economia #2


Um país que quer promover a racionalização de recursos não pode fomentar a construção desenfreada e deixar apodrecer o parque imobiliário existente. Um país que se quer destino turístico não pode mostrar a quem o visita centros de cidades desertos e a cair aos bocados, nem oferecer-lhes um território cada vez mais desordenado. Um país que quer diminuir a dependência energética do petróleo não pode permitir que a especulação imobiliária empurre os seus cidadãos para as periferias das cidades, obrigando-os a trajectos diários em que se gastam anualmente milhões de minutos e de barris de petróleo. Um país que tem sol não pode desaproveitar esse recurso. Um país que se respeite não pode deixar 180 mil velhos em fila de espera sem um lar que preste os cuidados de que necessitam. Principalmente quando as políticas que corrigem todas estas ineficiências, ao mesmo tempo que maximizam o aproveitamento dos recursos existentes, criam emprego. Mais de 80 mil. E, se há 557 milhões para dar a empresas amigas do regime, não nos venham com a cantiga de que não há dinheiro. Não, não é facilitando os despedimentos que se combate o desemprego.

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