sexta-feira, 20 de maio de 2011

Esta é para quando os ouvirem falar nos salários e na estabilidade dos outros

Cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de mil lugares de administração, entre eles os das sociedades cotadas", lê-se no relatório anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal, ontem divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O caso mais extremo refere-se a um administrador que pertencia aos órgãos de administração de 62 empresas. (...) Os dados são referentes ao ano de 2009, e demonstram que esta prática não é uma excepção: mais de 75% dos 426 administradores desempenhavam funções de administração em mais de uma empresa.


Por cada um destes lugares recebiam, em média, 297 mil euros por ano, ou, no caso de serem administradores executivos, 513 mil euros. O valor máximo registado para a remuneração média paga a este tipo de administradores foi de 2,5 mil milhões de euros e o valor médio mínimo foi de 49 mil euros. Regalias quase exclusivas do sexo masculino e com mais de 50 anos, já que apenas 5,6% dos cargos de administração (25) eram exercidos por mulheres, enquanto a idade média dos administradores executivos era de 53,6 anos e a dos não executivos de 56,2 anos.


Como é bom de ver, administram que se fartam. Depois, dizem umas coisas sobre a estabilidade e os salários dos outros, sobre trabalhos forçados para desempregados e vales-mercearia para os mais pobres, porque Portugal precisa de ética e moralidade. E de sacrifícios "necessários".


2 comentários:

Fenix disse...

Não me conformo que haja alguma lei que dê cobertura a isto!!

Filipe Tourais disse...

Mas há. Uma lei omissa e também três partidos para suportar essa omissão, eleitos por quase 80 por cento dos portugueses que votam.